quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009


Lá se vão mais de cinco anos desde a estréia de "O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei", filme final da trilogia que trouxe a clássica obra de J.R.R. Tolkien para mais perto do público geral. Pode parecer uma eternidade no efervescente mundo do entretenimento, mas a julgar pela movimentação de lançamentos licenciados nos últimos tempos, a marca continua forte e popular entre os fãs.

A mais nova investida da Electronic Arts no segmento é "The Lord of the Rings: Conquest", um jogo de ação desenvolvido pela veterana Pandemic, aqui recicla sem a menor cerimônia muitas das idéias de um de seus produtos mais populares, "Star Wars: Battlefront", que rendeu dois games para a geração passada.

Campo de batalha

A ação de "The Lord of the Rings: Conquest" é frenética, lembrando bastante o esquema da linha "Dynasty Warriors". Você escolhe uma classe de personagem e vaga por vastos cenários para capturar pontos estratégicos ou cumprir missões enquanto enfrenta legiões incessantes de inimigos. A sensação que se tem é a mesma ao jogar os games da Koei, em que seu personagem aparece quase se afogar no meio de tantos oponentes e só consegue se dar bem porque é muito mais poderoso do que a maioria.

São quatro classes disponíveis: os Warriors são os guerreiros que enfrentam tudo de peito aberto ao utilizar seus rodopiantes golpes de espada; os Scouts são mais traiçoeiros e conseguem ficar invisíveis para matar inimigos com golpes pelas costas; já os Mages possuem um grande acervo de raios e truques para despachar grandes grupos rapidamente ou recuperar energia dos aliados; e os Archers, bem, são os sujeitos que atacam de longe.

Batalhas na Terra-Média
O ponto fraco do game reside justamente quando se percebe que as diferenças entre as quatro classes são mais conceituais do que práticas. Os comandos são basicamente os mesmos para todas - há botões para golpes fracos, médios e fortes e suas variantes - e só o que muda é o efeito de cada ataque, de acordo com o personagem. O jogo ainda tenta criar algumas situações em que uma classe específica é requisitada para certa tarefa, mas quando se trata de destruir opositores, tudo acaba se resumindo a repetir os mesmos toques incessantemente.

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