quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009


"The Tale of Despereaux" é a adaptação para o videogame do longa-metragem de animação lançado no Brasil como "O Corajoso Ratinho Despereaux", por sua vez baseado em um Best-seller infantil da escritora Kate DiCamillo, publicado originalmente nos EUA em 2003. Com potencial para arrebatar o coração dos jogadores mais novos apenas com a promoção desenho e o carisma do herói do título, a Brash Entertainment resolveu apostar em uma criação rasteira e genérica, a exemplo de outros de seus terríveis trabalhos em cima de filmes como "Jumper", "Alvin e os Esquilos" e "Micos do Espaço".

Salvando a princesa

Aqueles que se interessaram pela história devem procurar o filme antes, uma vez que o jogo ignora aspectos importantes do enredo, modifica outros e nunca se importa em apresentar os personagens secundários. Assim, para os marinheiros de primeira viagem, se torna complicado entender as motivações que levam o pequeno Despereaux, um bravo ratinho com orelhas grandes que segue o código de ética dos cavaleiros, a ser banido da sociedade dos roedores para salvar uma princesa humana. É algo definitivamente voltado para os iniciados, que curtiram a produção nos cinemas e buscam prolongar a experiência.

Tais interessados devem se aproximar com cautela, sem esperar o mesmo luxo e capricho empregados na fita. "The Tale of Despereaux", o game, é paupérrimo em todos os aspectos de sua apresentação e sequer conta com trechos do próprio filme ou todo o elenco de atores originais - entre eles Matthew Broderick, Sigourney Weaver, Emma Watson e Dustin Hoffman. Mal parece um produto oficial, na verdade, contando com modelos quadradões, uma câmera imprecisa e vários bugs, como personagens que agarram em paredes invisíveis e travadas ocasionais.

A mecânica funciona melhor do que a apresentação, com controles que ao menos funcionam da forma esperada. É um jogo de ação com plataformas básico, direto, sem muito o que pensar, só reagir. O herói tem alguns movimentos à disposição para despachar os inimigos - a versão para Wii conta com controle de movimentos - e ainda precisa escalar e saltar obstáculos. Este último aspecto, também por conta da já citada câmera ingrata, transforma um jogo nada inspirado em um martírio em algumas passagens, transformando pulos que deveriam ser fáceis em exercícios de frustração.

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